mercoledì 8 novembre 2017

lunedì 14 agosto 2017

XIX BALKANSKA SMOTRA MLADIH STRIP AUTORA - WILSON VIEIRA



WILSON VIEIRA, BETO NASCIMENTO, FRANCIS ORTOLAN, OZEIAS DE FREITAS, AHAB AGUIAR, RENATO MELO, WILL COSTA, AD GOMES E OZZIE FREITAS- PARTICIPARAM  COM SUAS ARTES DA XIX MOSTRA (BALKANSKA SMOTRA MLADIH STRIP AUTORA) REALIZADA NA SÉRVIA EM LESCOVAK DE 30/06/2017 A 02/07/2017; COMO ARTISTAS DESENHISTAS DO RESTO DO MUNDO.


OBRIGADO CARO AMIGO Marko Stojanovic, POR SEU GENTIL CONVITE; EXPOSIÇÃO E PUBLICAÇÃO.



OSTATAK SVETA Hu Zhigang, Kina Derek Woo, Kina Jang Rae, Kina Min-Woo Kim, Južna Koreja Yang Rae, Južna Koreja Ishizuka Daisuke, Japan Shinnosuke Itoh, Japan Abel Chen, Tajvan Kris Pongpat, Tajland Eegii Bogii, Mongolija Shemal Shukur, Irak Tarik Bedijan, Sirija Ameur Makloui, Maroko Shergath M. Cherkaoui, Maroko Jeffery Oyem, Nigeria Toyin Ajetunmobi, Nigerija Somto Ajuluchukwu,Nigerija Tim Vareta, Malavi Geofacy Mafoa, Kongo Koi Ofosu, Gana Toto Dwi Hariyanto, Indonezija Marthin Anthony L. Millado, Filipini Beto Nascimento, Brazil Wilson Vieira, Brazil Francis Ortolan, Brazil Ozeias de Freitas, Brazil Ahab Aguiar, Brazil Renato Melo, Brazil Will Costa, Brazil AD Gomes, Brazil Ozzie Freitas, Brazil Facundo Casadey, Argentina Carlos Gomez, Argentina Luis Gimenez, Argentina Jrwolf Wolf, Argentina B'Z Khong, Malezija Mohd Nizam Bin Jamil, Malezija Juan Sebastian Pinzon, Kolumbija Tato Kabalero, Meksiko R.B.White, Kanada Ričard D.Nolan, Kanada Gord Merritt, Kanada Mark Hulet, Kanada Beau Smith, SAD Steve Stormoen, SAD Erick Freitas, SAD Marco Della Verde, SAD Colin Cheney, SAD Brittany Lewis, SAD Danny Miki, SAD Garth Mathams, SAD Bernard Chong, SAD Cullen Bunn, SAD Greg Pak, SAD Christopher Priest, SAD Dan Jurgens, SAD Richard Jililngs, SAD Ralph E. Laitres, SAD Jose Varese, SAD Milenko Tunjić, Australija Nauar Aldžameili, Bahrein Martin A Perez, Urugvaj Fernando Guzman, Urugvaj Dario Brabo, Urugvaj Huan Kamindor, Urugvaj Sebastain Navas, Urugvaj Tailbox, Urugvaj Luis Suarez, Urugvaj Aleksija Vorhol, Urugvaj Dee Fish, Urugvaj William Gezzio, Urugvaj.

Thank you, dear Wilson, you`re works are great and I remember seeing some of them when I was just a child! iT`S AN HONOR EXHIBITING YOU!

Organizator: Udruženje ljubitelja stripa i pisane reči „Nikola Mitrović Kokan“ Suorganizator: Leskovački kulturni centar Organizacioni odbor: Marko Stojanović, Miloš Cvetković, Ivan Stojanović Fiki, Peter Bollen Za izdavača: Marko Stojanović Urednik kataloga: Marko Stojanović Pomoćnik urednika: Ivan Veljković Tehnički urednik kataloga: Marjan Milanov Autori naslovne strane: Kristijan Darstar i Andrei Tabakeru Tehnički urednik skrepbuka: Marko Serafimović Dizajn plakata: Jurica Dikić i Milutin Pavićević. Prijatelji manifestacije: TV Leskovac, SIICNiš, FOTO KLUB Leskovac, NARODNI MUZEJ Leskovac, Striparnica Južni Darkwood-Niš, Učiteljsko društvo Leskovac, Politikin Zabavnik, Stripoteka, Nova naša reč, Srboljub Serafimović Beli, Toner sevis Srboljub Milosavljević, Sindikat Obrazovanja Srbije-Regionalni centar Leskovac, OŠ Josif Kostić, Jurica Dikić, Bojan Debenak, Marjan Milanov, Zlatibor Stanković, Nikola Milićević, Aleksandar Ničić, Ninoslav Miljković, Vladimir Vukašinović, Milorad Vicanović Maza, Dražen Kovačević, Klub knjižare Stošić, Slobodan Stojanović, Murphy’s pub, Škola za tekstil i dizajn, Centar za ekonomiku domaćinstva “Danica Vuksanović”, Aleksandar Anđelković, Miloš Stojanović, Sveta Pejić.

This year the festival will also be competitive, and the best in the categories of young comic artists, illustrator, comic strip writer and theoretician in the Balkans will receive plaques with the image of Nikola Mitrovic Kokan. Also, the second best in all four categories will also be awarded with Diplomas... There will be a Diploma for the best rookie, and there will also be an award for the contribution to the Serbian comic, whose winner will be the president of the three-member jury awarding the other prizes. The received works will be presented in the Gallery of Leskovac Cultural Center and their authors will receive Certificate of gratitude for participation in the festival as well as the mention in the catalog that each participant will receive. As part of the event which will last three days, there will be several lectures, public class drawing in the lobby of the Leskovac Cultural Center, projections of animated films and documentaries, the promotion of several comic magazine (from the country and from abroad) and a book on comic books, as well as panel discussions, public interviews and round tables.
As for the propositions for participating in the competition, they are as follows: the term young author means those authors under thirty years of age, and all who meet this basic requirement are free to present their works to the jury in any of the four categories. The older authors may also exhibit their works, and they are indeed invited to do so in order to set the example for the younger artists, but they will not enter the competition for awards. ). Award-wise, only Balkan-based authors can compete, but anyone from around the world can be part of the exhibit (on the Eighteenth Balkans festival of young comics creators in 2016, for example, authors from 41 countries from six continents had their works on display). In the category of illustration you can apply illustrations in color and black and white illustrations alsike. The comic scenarios and theoretical texts should be submitted typed. One can also submit a finished and completed comic that is based on a scenario. The pages doesn`t have to be from a complete comic, and one can participate with as many works as one likes. Also, the work(s) you are submitting does not have to be done specifically for our festival or done during last year. It is only important that it has not been exhibited in The Balkans festival of young comics creators before. Note: It is important to clearly state one`s age so as to avoid all possible misunderstandings.
This notification is therefore a call for participation to all young comics authors, comic schools and comics workshops operating in the Balkans; Leskovac school of comics will do our best to be the best possible host for all guests.


lunedì 7 agosto 2017

 Entrevista: Wilson Vieira

Por Eloyr Pacheco 
02/07/2005

Wilson Vieira é um batalhador (venceu no exterior como desenhista de Histórias em Quadrinhos mas é pouco conhecido aqui no Brasil) corajoso (deixou tudo aqui para morar sozinho na Itália e depois, de volta ao Brasil, deixou o trabalho de desenhista e professor para se dedicar somente aos roteiros). Ele mesmo mandou um e-mail para o site SoBReCarGa procurando divulgar Cangaceiros - Homens de Couro, que me foi repassado. Imediatamente interessei-me pelo seu trabalho e lhe escrevi. Wilson me respondeu prontamente e combinamos uma entrevista. O resultado do nosso papo você pode conferir a seguir.

Eloyr Pacheco - Como foi que você decidiu ir para a Itália e acabou trabalhando com personagens como Diabolik, Tarzan e Homem-Aranha?


Wilson Vieira - Decidi ir para lá, estudar inicialmente História/Arqueologia, mas acabei, por inúmeros motivos, estudando Artes. Quanto aos personagens citados, foi uma simples conseqüência de trabalhos que me foram propostos pelo Staff di If. Desenhava-se o que caía nas mãos: super-herói, western, aventura, terror, ficção, etc...

Como você encarava a produção de gêneros tão distintos? Você trabalhava com mais de um estilo de arte?

Encarava com muita naturalidade, pois fomos muito bem treinados para isso; fazer estilos diferentes nos dava até um sopro novo de criatividade. Sim trabalhava, não só eu, mas todos os artistas do Staff di If, que era conhecido por sua versatilidade e competência. Só para o conhecimento de todos, eu nunca fiquei sem um dia de trabalho durante os anos que lá desenhei. Trabalhávamos com total liberdade, respeitando sempre a data de entrega dos trabalhos.

Eu gostaria de saber um pouco mais sobre a série western Gringo; os desenhos me chamaram a atenção. As histórias do personagem ficaram inéditas?

Bem, do Gringo só foi desenhada a primeira história (75 páginas) e feito, também, uma animação para a apresentação do mesmo às editoras. Sim, ambos são inéditos. Gringo, agora transformou-se no projeto Gash com 16 histórias, que já escrevi e estou vertendo para a língua Italiana. O personagem terá a sua representação gráfica baseada na imagem de um ator ítalo-brasileiro; Gash adora o café brasileiro e não faz o gênero de herói... pois é uma cria da Guerra Civil Americana... confio muito nessa série, é uma proposta de western séria e diferente dos demais já publicados.

Ator Ítalo-brasileiro... (Hã?!) Você não pode dizer quem é? Você vendeu o projeto de Gringo(hoje Gash), para a Itália?

Claro que posso... é o Antony Steffen... o nosso Antonio de Teffe, ele fez vários spaghetti-western, sua figura lembra muito o Clint Eastwood, só que numa versão mais bruta. Não, o projeto Gash não foi vendido ainda, espero com muita ansiedade que um bom desenhista brasileiro encare esse desafio comigo, em parceria, ou seja fazer um trabalho digno de exportação, se não, aí sim, tentarei um desenhista italiano... o que seria um pecado, pois temos talento de sobra para realizarmos esse projeto. Agora é só esperar, para ver! 

Contar a história de Lampião em vinte volumes é realmente um grande desfio. Como é o projeto Homens de Couro? Todos os volumes estão desenhados?


Cangaceiros - Homens de Couro, é um projeto para 20 ou mais volumes, já escrevi 4 histórias (fechadas) e estamos na dependência dos resultados comerciais do primeiro volume, para prosseguirmos com o projeto e com desenhistas diversos.


Optar por deixar de desenhar para se dedicar somente aos roteiros é uma decisão difícil. Entendo que o trabalho de pesquisa para o Cangaceiros deve ter tomado muito do seu tempo e da sua energia, o que deve tê-lo levado a essa decisão. Valeu a pena?

Com o tempo como desenhista, tive (óbvio) que ilustrar propostas de vários roteiristas. Pouco a pouco, fui sentindo a necessidade de criar meus próprios personagens, de ter um envolvimento maior com as histórias, pesquisar linguagens, ambientes diversos, diferentes épocas com seus usos e costumes. Isso me interessou muito mais... daí a escolha. E não foi nada difícil não, mas sim, muito prazeroso... puxa, se valeu a pena e como!

Como surgiu a sua parceria com o CLUQ - Clube dos Quadrinhos?


A parceria duradoura com o CLUQ, surgiu no final dos anos 1980, quando conheci seu editor, o jornalista Wagner Augusto, portanto é um "casamento" com mais de 20 anos de convivência... daí surgiu a publicação do Cangaceiros, minhas traduções de Ken Parker e espero que continue assim... pois temos a mesma afinidade de idéias, valores e visão de mundo, sob a ótica das HQS.


O Bigorna agradece a Wilson Vieira pela entrevista (concedida em 4 de dezembro de 2004).

giovedì 27 luglio 2017

O irrepreensível e gigantesco trabalho de Wilson Vieira (Alfabeto do Velho Oeste) no Blogue do Tex continua a ser referência mundial e alvo dos maiores elogios

julho 27, 2017

irrepreensível e gigantesco trabalho de

Wilson Vieira (Alfabeto do Velho Oeste)

no Blogue do Tex continua a ser

referência mundial e alvo dos maiores

elogios

 Alfabeto do Velho Oeste, rubrica da maior importância aqui do nosso blogue do Tex e da responsabilidade do Mestre Wilson Vieira, passado vários anos continua a ser bem actual e a fazer um sucesso enorme pelo mundo, continuando a granjear altos elogios. O mais recente veio do Brasil e pela relevância desta notícia, que tanto o Mestre Wilson Vieira como os responsáveis do Blogue do Tex gostaram devido a mais uma importante divulgação. mas também por vir de alguém (Fábio Luis Rockenbach*) que escreve, com muita propriedade, sobre o tema Western, no Brasil. A matéria original pode ser lida clicando AQUI!
E aqui vão as palavras referentes na matéria sobre o Alfabeto do Velho Oeste:
  1. O irrepreensível e gigantesco trabalho de Wilson Vieira entregando, praticamente, um grande livro com verbetes explicando e referenciando todos os termos relacionados ao velho oeste, no ALFABETO DO VELHO OESTE, uma das secções do Tex Willer Blog. Foi um trabalho de cerca de dois anos, postando, a cada actualização, letra a letra, os verbetes. Merecia virar livro.
* Fábio Luis Rockenbach, jornalista, especialista em cinema e professor na Faculdade de Artes e Comunicação da UPF-RS. Trabalhou em jornal impresso como editor de cultura e crítico de cinema e foi editor do extinto site de crítica colaborativa Cinefilia.net. Coordena o Núcleo de Estudos em Cinema na UPF e dedica-se ao estudo da análise fílmica, interpretação e teoria do cinema.

lunedì 24 luglio 2017

DIME WEB - LA STORIA DEL WEST - SAGGI BY VIEIRA WILSON



Buoni propositi

Nel 2012, prendendo spunto da un albo di Martin Mystère, abbiamo analizzato la collana americana dei Big Books della DC/Paradox, e siamo partiti con I Protagonisti di Albertarelli e con il fumetto di Carl Barks.
La cronologia dedicata a Barks difficilmente verrà terminata prima di qualche anno: arrivati in fondo contiamo di inserire in una serie di post comodi specchietti riassuntivi con i dati salienti.
Conclusa l'operazione Protagonisti - con Barks ancora in corso - siamo partiti con una singolare Storia del West non fumettistica realizzata da Wilson Vieira, autore del Piccolo Ranger per la Bonelli negli anni '80!
Inoltre, stiamo ripescando - e illustrando ex novo - per voi dal blog di Moreno Burattini le migliori recensioni librarie e non del curatore di Zagor (e nostro fraterno amico fin da quando eravamo ragazzini ventenni).
Andrea "Kant" Cantucci porta avanti, a partire dal 2014, una sua analisi - anche storica - dei "bonellidi, ovvero gli albi in formato bonelliano, e un semiserio Corso a Fumetti.
Filippo Pieri si occupa invece - in una serie di interventi - dei gadget bonelliani. 
Troverete inoltre in questa pagina tutti i link ai fumetti inediti e alle parodie bonelliane e non pubblicate da Dime Web.
E sempre qui troverete tutti i rimandi agli articoli che trattano del fumetto non bonelliano! 

(s.c. & f.m.) 



NOTA SUI COLLABORATORI

Fra i collaboratori che non hanno ancora scritto alcun intervento, ma che ci hanno dato dato il loro sostegno, ricordiamo Roberto Mannelli e Luca Squllante di Mondi Paralleli; precisiamo inoltre che Burattini, Prisco e Vieira figurano non solo nell'elenco dei collaboratori di Dime Web, bensì nella "nuvola" dedicata alle serie, ai personaggi e agli autori - in qualità di artisti bonelliani; ricordiamo poi che Kant (fumetti) e Cantucci (articoli) sono la stessa persona; sul fronte "jacovittesco" abbiamo ricevuto incoraggiamento e consigli da Ned Bajalica ed Edgardo Colabelli; infine un grande appoggio ci hanno dato e ci danno, dal 2012, Alberto Becattini, Luca Boschi, Leonardo Gori e altri amici e autori bonelliani dei nostri "anni ruggenti"! (s.c. & f.m.)

Sempre di Wilson Vieira:

Il buio, il grido e l'orrore a fumetti
Gli anni 70 e 80 allo Staff di If
Kwi-Uktena (con Fred Macêdo)  



Con questo intervento sulla letteratura gotica e sul fumetto horror inizia la collaborazione del grande autore brasiliano WILSON VIEIRA a DIME WEB scrive dei saggi mensili: LA STORIA DEL WEST 

Le immagini di corredo sono tutte tratte da storie sceneggiate da Wilson.



WILSON VIEIRA, nato nel 1949, dopo gli studi d'arte sostenuti a Firenze nei primi anni '70, Wilson Vieira ha lavorato per lungo tempo in Italia come disegnatore di fumetti. Dal 1973 al 1980 ha fatto parte dello Staff di If di Gianni Bono a Genova e, in tale veste, ha collaborato alla collana bonelliana "Il Piccolo Ranger" (che proprio Bono, dal febbraio 2012, sta ristampando). Lavori di Wilson sono apparsi anche su "Diabolik" dell'Astorina e - su sceneggiatura di Franco Fossati - ha disegnato nel 1981 Octopus sfida l'Uomo Ragno (per la Mondadori Libri TV). Attualmente, fra i suoi mille progetti, sta portando avanti la serie a fumetti Cangaceiros – Uomini di Cuoio. 

Impossibile però riassumere in poche righe la straordinaria carriera di Wilson... Potete trovare interviste a Vieira, sue biografie e novità sui suoi lavori un po' dovunque sul web. Vi consigliamo di iniziare la ricerca leggendo tre post, apparsi rispettivamente su PQEditor, su Comicsblog e su UCM Comics; milioni di spunti anche sui blog personali Il blog di Wilson Vieira BRAWVHQS e Wilson Vieira HQ scritto in portoghese; abbiamo infine aggiornato la nostra pagina Chi diavolo siamo con una breve bio di Wilson! (s.c. & f.m.)

La Storia del West by Wilson Vieira


Parte I - Buffalo Bill

Parte II - La corsa all'oro
Parte III - La schiavitù
Parte IV - Jesse James
Parte V - Gli Indiani 
Parte VI - Le donne
Parte VII - Gli Apache 
Parte VIII - Il cowboy
Parte IX - La Legge
Parte X - La Guerra Civile e Lincoln
Parte XI - I Sioux
Parte XII - Il banditismo
Parte XIII - I trapper 
Parte XIV - Wyatt Earp e l'O.K.Corral
Parte XV - Le Guerre Indiane (01): Adobe Walls 
Parte XVI - Le Guerre Indiane (02): Little Big Horn
Parte XVII - Le Guerre Indiane (03): i Modoc 
Parte XVIII - Le Guerre Indiane (04): il Caso Fetterman, Wagon Box e Hayfield 
Parte XIX - Le Guerre Indiane (05):  King Philip, il Nord Ovest, Black Hawk
Parte XX - Le Guerre Indiane (06): i Creek, i Seminole, il Massacro Grattan 
Parte XXI - Le Guerre Indiane (07): la costa del Pacifico, il Minnesota, Apache Pass
Parte XXII - Le Guerre Indiane (08): Sand Creek, Beecher's Island, Washita River, il Massacro Yavapai
Parte XXIII - Le Guerre Indiane (09): Black Hills, Comanche e Kiowa, Sioux, Rosebud 
Parte XXIV - Le Guerre Indiane (10): Chief Joseph, la Marcia dei Cheyenne, Wounded Knee, gli ultimi scontri 
Parte XXV - Le ferrovie
Parte XXVI - Le mandrie e i cowboy 
Parte XXVII - Il cavallo 
Parte XXVIII - William C. Quantrill 
Parte XXIX - I Texas Rangers
Parte XXX - Le due Virginia City  
Parte XXXI - La sella
Parte XXXII - Jim Bowie
Parte XXXIII - Medici e medicina 
Parte XXXIV - I dati sulle Guerre Indiane 
Parte XXXV - I mezzi di trasporto su ruote
Parte XXXVI - La vita amorosa  
Parte XXXVII - Le superstizioni
Parte XXXVIII - Mary Jane Luster
Parte XXXIX - I bovini e i "Re dei Bovini"
Parte XL - Chris Slaughter, il Re dei Bovini
Parte XLI - I primi Americani 
Parte XLII - Texas Jack e Tom Horn 
Parte XLIII - Alamo!
Parte XLIV - Abilene!
Parte XLV - Deadwood!
Parte XLVI - Il Giudice Bean e altri giudici del West
Parte XLVII - I Sioux e il massacro di New Ulm
Parte XLVIII - Robert Clay Allison

sabato 10 giugno 2017

QUINDICI DOMANDE A WILSON VIEIRA

QUINZE PERGUNTAS PARA WILSON VIEIRA

O traço inconfundível de Wilson Vieira.O traço inconfundível de Wilson Vieira.
Um dos mais profícuos roteiristas de HQ hoje, tanto no Brasil quanto na Europa, é Wilson Vieira. Este paulista, que de tanto publicar na Itália e no Brasil é considerado um autêntico quadrinista ítalo-brasileiro. A UCMComics já publicou duas histórias deste amigo e colaborador: a HQ Censurado, dele com desenhos de Aloísio de Castro, publicado aqui em Mausoleum #1 e a HQ Evolution, com desenhos de Fred Macêdo, recentemente publicada em Mausoelum #4. Na nossa sessão "Quinze Perguntas Para" saberemos um pouco mais da carreira deste artista, quadrinista, professor, roteirista, Wilson Vieira. Confira.
UCMComics — Você sempre sonhou em ser quadrinista? Como foi seu início de carreira e quando desenhar e roteirizar se tornaram importantes em sua vida?
Wilson Vieira — Não diria de não, mas com o passar do tempo e vendo o meu pai desenhar e desenhava muito bem, fui tomando gosto pelas imagens desenhadas, daí acendeu-se uma centelha interna e comecei a estudar seriamente. Bem, o meu aprendizado como desenhista até tornar-me um profissional foi na Itália, através do Studio Staff di IF, em Gênova, “comandado” por Gianni Bono. Lá tive a oportunidade tanto de aprender a desenhar quanto a escrever, pois ficava diariamente em contato com excepcionais desenhistas e roteiristas Italianos. Muitos Artistas Italianos hoje conhecidos na Itália, também colaboraram como o Staff di IF.
UCMComics —  A Europa e principalmente a Itália, lhe deram uma base para ser reconhecido em outros lugares além do Brasil. Como foi isso? Você se considera um autor de quadrinhos ítalo-brasileiro?
Wilson Vieira — É verdade, caro amigo. Bem, acho que foi tudo bem natural, com o passar dos anos meu nome e trabalhos foram cada vez mais divulgados, o que me deixa muito honrado e agradecido. Comecei a dar entrevistas para a Europa, comecei a mandar meus roteiros em Português e Italiano para lá, foram aprovados e comecei a produzir HQs com autores Nacionais e Italianos. Sendo assim, sim, considero-me um autor com um pé aqui no Brasil e outro lá na Itália, digamos que sou um autor ítalo-brasileiro ou brasileiro-ítalo (risos) mas, Quadrinhos ou Fumetti, o que importa mesmo, é nossa paixão avassaladora por HQs, sem tempo nem espaço, não?  
UCMComics —  Há uma diferença em desenhar e argumentar para um público europeu e para os brasileiros?
Wilson Vieira — Acho que sim, pois a sensibilidade do europeu e do brasileiro é diferenciada sutilmente e é necessário entende-la para ser compreendido, principalmente, eu diria, em roteiros. Eu descobri o caminho dessa compreensão, obviamente, por ter vivido e trabalhado lá, por isso sou bem aceito. Parece algo inverossímil, mas é a mais pura realidade, acredite! 
UCMComics —  Você é considerado o primeiro brasileiro a desenhar personagens Marvel fora do Brasil, como foi essa experiência?
Wilson Vieira — Sim e naquela época, nem me dei conta de tal magnitude ao desenhar o Homem-Aranha, mas não foi só isso, sou o único também a desenhar outro personagem ícone italiano, o Diabolik, também fui o primeiro a desenhar Tarzan e o Pequeno Ranger (esboços acima) para a Sergio Bonelli Editore.
UCMComics —  Por que escolher ser roteirista? Como é essa diferença em ser roteirista e desenhista dentro e fora do nosso país?
Wilson Vieira — Ser roteirista foi algo bem natural para mim, não sentia mais prazer em desenhar, mas passei a me interessar pelo caráter dos personagens; de onde vinham, para onde íam, quem eram, onde habitavam, o porquê de suas reações e daí foi uma, digamos, “transição” tranquila de desenhista para roteirista, sem traumas (risos). A diferença, como já mencionei aqui, ela existe e é real, quase imperceptível, mas existe. É preciso ter o discernimento exato para entende-la.
UCMComics —  Quem são suas referências para roteiros e desenhos. Há mestres que fizeram de você o que você é hoje como profissional de HQ?
Wilson Vieira — Minhas referências para os roteiros foram (pois já faleceram) um casal de roteiristas italianos, muito conhecido na Europa, que trabalhavam comigo no Studio Staff di iF lá em Gênova: Andreina Repetto e Alfredo Saio, tudo o que sei hoje sobre escrever, devo a eles eternamente. Para os desenhos, penso que foi o Joe Kubert Pai (também já falecido), o seu Tarzan era deslumbrante, perfeito.
UCMComics —  Você foi Professor de Desenho por muitos anos, o que esta experiência trouxe para o seu currículo de quadrinista?
Wilson Vieira — Diria que foi o inverso, ou seja, como quadrinista enriqueceu sim e muito o meu currículo de Professor de Desenho, pois explicar algo que já se fez na prática, torna tudo mais simples em ensinar.
UCMComics —  Você participou de duas editoras importantes para os quadrinhos brasileiros, que foi a D-Arte de Rodolfo Zalla e a Grafipar, do Faruk. Como foram essas experiências?
 Wilson Vieira — É mesmo, tive essa felicidade. Bem, com a editora D-Arte, do grande editor, mestre e mecenas das HQs no Brasil, o também amigo Rodolfo Zalla, que fui apresentado pelo também amigo, Wagner Augusto, jornalista e editor do CLUQ (Clube dos Quadrinhos), que publicou o meu álbum: Cangaceiros – Homens de Couro #1 publiquei a HQ: Censurado com o já amigo e Artista Aloísio de Castro, e onde na revista Calafrio #26 tanto eu quanto o Aloísio tivemos nossas primeiras biografias divulgadas, escritas por Wagner.  Quanto a Grafipar fui convidado pelo famoso Franco de Rosa um “expert” em Quadrinhos Brasileiros a desenhar um roteiro seu intitulado: O Carrasco. Foram experiências distintas, mas excelentes, pois me fortaleceram como profissional também aqui no Brasil. E ultimamente também fui publicado, juntamente com desenhistas nacionais, pela Editora Quadrix Comics Group, do também amigo e editor Alex Magnos, em seus primeiros quatro números da revista Quadrix Comics. 
UCMComics —  O que diferencia os quadrinhos daquela década para os quadrinhos que fazemos hoje no Brasil?
Wilson Vieira — Bem acho que tudo! O visual, os textos, os ótimos autores, aumentaram consideravelmente o número de publicações ou seja, demos um salto de qualidade e quantidade, mas  o que nos emperra literalmente falando é a distribuição e o pensar (ainda por muitos leitores, infelizmente) que Quadrinhos é só leitura para crianças e não Arte.  
UCMComics —  Você sempre teve excelentes parceiros nos desenhos, um exemplo disso é Aloísio de Castro e o Fred Macedo, como você os escolhe e como é a sua maneira de trabalhar seus roteiros com os desenhistas?
Wilson Vieira — O Aloísio é um amigão e parceiro de muito, muito tempo, excelente Artista, que captou a minha total concepção literária em escrever o personagem Gringo, como ninguém o faria, Fred é também um amigo pessoal e excelente Artista, o qual “materializa” como ninguém meus roteiros. Bem são escolhidos pela paixão pelos Quadrinhos e seus estilos pessoais marcantes, como os demais Artistas com quem já trabalhei e publiquei tanto aqui como lá fora; tais como: Allan Goldman, Daniel Brandão, o mestre Getulio Delphim, Angelo Roncalle e atualmente estamos trabalhando eu e o Ronald Guimarães em um álbum western. Quanto aos roteiros eu dou total liberdade ao desenhista para criar, tanto que todos os meus roteiros, juntamente com os desenhos de variados Artistas com os quais colaboro, sempre foram aceitos, aqui ou na Europa, sem nenhuma restrição. 
UCMComics —  Seu mais recente trabalho, a HQ de ficção científica “Evolution”, em parceria com Fred Macêdo, foi publicada na Itália com uma ótima repercussão e agora está sendo publicada no Brasil pela UCMComics, como foi trabalhar esta história que possui não simplesmente um argumento de HQ, mas uma reflexão sobre o próprio ser humano?
Wilson Vieira — Foi isso mesmo, caro Marcelo, quis falar sobre o ser humano em seu primórdio, tendo um final inesperado e optei por ter poucos diálogos e acho que atingi o meu objetivo. Essa HQ foi muito bem recebida pelos leitores Italianos e Portugueses.
UCMComics — O que você está lendo atualmente em termos de HQ?
Wilson Vieira — Vou ser bem sincero contigo, meu amigo, já faz um bom tempo que não leio nada de HQ, por falta de tempo mesmo, pois o escrever nos toma um tempo demasiado. Quando possível vejo algo na Web.
UCMComics — Você tem alguma sugestão de leitura para o leitor que queira começar a ler HQ ou mesmo para aquele que queira começar sua carreira de quadrinista?
Wilson Vieira — Bem, caro Marcelo, acho que o leitor que queira começar a ler HQ ou mesmo para aquele que queira começar sua carreira como quadrinista, deverá ler de tudo o que é possível. Não deverá impor nenhuma barreira para si próprio, pois tudo o que será absorvido será importante para este indivíduo, tanto leitor como quadrinista, acredite!  
UCMComics —  Como você vê os quadrinhos e suas novas tecnologias? O surgimento da Internet, as novas plataformas e as redes sociais para a troca de informações entre quadrinistas é algo que lhe ajuda e lhe interessa para o desenvolvimento de seus trabalhos?
Wilson Vieira — Tudo fantástico! Imagine só fui da época que a ferramenta de ponta era o guache ou a aquarela e livros; hoje tudo é mais facilitado e instantâneo. Eu só uso o computador para escrever e fazer minhas pesquisas; sou um velho lobo solitário (risos).
UCMComics —  Para finalizarmos, você pode nos contar os próximos Projetos de Wilson Vieira para 2013?
Wilson Vieira — Escrever, escrever, publicar, publicar, tanto aqui quanto lá fora, em Portugal, na Itália. Espero também publicar uma série de livros western, mas antes ainda, em 2012. Nesse final de ano teremos ótimas novidades que virão da Europa e do Brasil, aguardem! Imagine caro amigo, Marcelo, sou eu quem agradece esse bate-papo gostoso e espero que os leitores, gostem também. Grande abraço.
UCMComics — Nós que agradecemos, Wilson, e que a vida nos traga bastante sucesso para continuarmos nesta difícil empreitada em prol do quadrinhos nacional.