venerdì 14 maggio 2021

MATHEUS MOURA INTERVISTA WILSON VIEIRA

 


Entrevista: Wilson Vieira 

Por Matheus Moura
23/11/2010

“Pensemos inicialmente em nosso próprio País, depois lá fora, as publicações de alto nível, acontecem naturalmente, garanto.”

Wilson Vieira é um profissional das HQs que fez o percurso inverso ao qual muitos autores brasileiros sonham fazer. Deixou o mercado Europeu e passou a se dedicar a produzir no país – sem excluir, claro, as oportunidades de publicar no exterior.

Tudo começou na década de 1970 quando Wilson saiu do Brasil e foi para a Itália. Lá deu início a carreira de desenhista (ilustrando personagens como Homem-Aranha, Tarzan, Diabolik) e depois de muito labutar e aprender, voltou ao País natal. Aqui deu continuidade ao iniciado na Europa, mas com uma diferença: ao invés de trabalhar exclusivamente com desenhos, passou a se dedicar aos roteiros. Hoje é um dos grande roteiristas nacionais, publicando tanto no Brasil quanto na Europa. Talvez seu trabalho mais conhecido, e de maior fôlego, seja Cangaceiros Homens de Couro, em parceria com Colonnese e publicado em 2004 pela CLUQ – Clube dos Quadrinhos. A segunda parte do álbum está no prelo e em breve deve aparecer por aí.

Essa e outras novidades você confere na entrevista abaixo, em que Wilson fala ainda da carreira, mercado nacional e estrangeiro, como é viver de quadrinhos e muito mais.

01 - Quem é Wilson Vieira?
 
É mais um autor profissional brasileiro dos Quadrinhos, que trilha a Nona Arte já há mais de 35 anos, iniciando como simples estudante, passando a exercer a função de aprendiz de desenhista e se profissionalizando como desenhista (na Europa - Itália) e tornando-se um roteirista (no Brasil) com o transcorrer do tempo, que sempre estuda, pesquisa e aprende diariamente, com seus atuais colaboradores (desenhistas nacionais e internacionais), trocando ideias na realização de seus inúmeros trabalhos, mantendo a qualidade do produto sempre em alto nível, possibilitando assim sua publicação tanto aqui em nosso País, quanto lá fora na Europa e principalmente divulgando também assim, a nossa HQB e seus Artistas.

02 – Do Brasil para a Itália e a volta para cá, como foi? O que levou-o a retornar?

Bem, fui para a Itália estudar, a princípio, Arqueologia, porém por questões burocráticas e de praticidade, acabei mesmo estudando Belas-Artes e durante o período que lá estive de 1973 até 1980, ingressei no então famoso Studio Staff di IF, localizado em Gênova, cujo responsável era o estudioso de Fumetti, chamado Gianni Bono, onde dei início a minha aventura pessoal como desenhista de (Fumetti) Quadrinhos. A princípio totalmente inexperiente, tendo os  primeiros contatos com o lápis, o nanquim, as cores, os roteiros e fui gradualmente com muito esforço e perseverança e com a insistência positiva de Gianni, o qual já acreditava e vislumbrava o meu potencial Artístico, melhorando o meu traço, dia após dia e aos poucos entendi, do que realmente eu gostava: QUADRINHOS e tudo o que o circunda. A volta, foi realmente minha escolha e opção pessoal, pois como desenhista já tinha alcançado o meu objetivo maior que era trabalhar para a Bonelli Editore e para ela, desenhei alguns episódios do personagem western mítico, chamado IL PICCOLO RANGER, além de ilustrar também outros personagens tais como Homem-Aranha, Tarzan, Diabolik (outro ícone dos Quadrinhos Italianos) e dezenas de outros personagens e dos mais variados temas, como guerra, aventura, terror, suspense, western, super-heróis, etc. Outro peso da balança, foi por ser filho único e já tinha me afastado da família por muitos anos. Além do mais, morria de saudades do meu próprio País e das pequenas coisas, tais como o arroz com feijão. Não esqueçamos que estamos falando dos anos 70 e naquela época tudo era diferente e muito mais difícil.

03 – Você mencionou alguns personagens com os quais trabalhou na Itália. Atualmente trabalha com algum desses personagens clássicos? Se não, qual deles lhe dá certa saudade e por quê?

É, são realmente clássicos, e altamente vendáveis na expressão ampla da palavra, todos eles. Não, caro Matheus, não trabalho atualmente com nenhum deles; aliás somente para o Homem Aranha desenvolvi um roteiro e, logicamente, está na famosa e popular "gaveta", de nós Artistas, um dia quem sabe encontrarei algum desenhista, para ilustrá-la e publicá-la. Sinceramente, saudades não sinto de nenhum desses personagens, (a não ser Il Piccolo Ranger, pois até hoje sou um fanático pelo tema WESTERN - tanto que escrevo O ALFABETO DO VELHO OESTE, para o Tex Willer Blog lá de Portugal, para o amigo José Carlos Francisco. Onde esmiúço o tema profundamente, palavra por palavra, de A a Z), porém digo que tive imenso prazer em desenhá-los a sua época, pois cada um deles era sobre um tema, com suas ambientações e linguagens específicas e incluo que a diversificação faz um bem imenso para quem é desenhista e para o roteirista também, pelo menos vejo desse modo. Você deve gostar naturalmente, do que desenha ou escreve, senão é melhor procurar outra coisa para fazer. Claro que para as grandes editoras você é "obrigado por força da profissão" a desenhar tudo o que é solicitado, mas se não o fizer com grande prazer, esqueça, o seu produto final não será de qualidade, aqui ou em qualquer parte do mundo. Aliás, a Nona Arte é muito exigente e não perdoa esses deslizes elementares por parte dos Artistas Profissionais. Por isso a época longa de aprendizagem, de quem gosta de desenhar ou escrever a que chamamos de "amadorismo", é muito importante, ali você pode errar, não gostar, enrolar, desistir, dentro desse período tudo é permitido; e é aí, que justamente os Artistas Profissionais emergem.

04 – E quanto a sua ascensão na Itália, comentou que logo já estava a trabalhar no Studio Staff di IF. Lá teve a oportunidade de “errar, não gostar, enrolar, desistir”, como disse? Conte um pouco da experiência dentro do estúdio e, se possível, trace um paralelo entre os editores italianos e brasileiros...

Exatamente, meu amigo. Tive o tempo para fazer tudo isso, menos o "desistir", isso nunca e para isso, tive a sorte de ter sempre alguém ao meu lado, enquanto aprendia e que me orientava o correto ou incentivava, o próprio Gianni ou os desenhistas e roteiristas que trabalhavam lá a mais tempo que eu e que até hoje publicam por lá. Para você ter uma ideia, passei vários meses desenhando, rochas, árvores, casas e outros tantos desenhando os personagens secundários. Somente quando desenvolvi a habilidade espontânea em desenhar "quase tudo", sem nenhuma orientação, finalmente comecei a desenhar os personagens centrais e HQs completas. Quanto ao traçar um paralelo entre os editores daqui e de lá, bem essa é uma definição muito simples em explicar, os editores de lá mandavam seus roteiros e eu  tinha que seguir a linha geral dos personagens já existentes, ao desenhar. Ou senão fazíamos testes e mais testes, para lançar algum personagem novo, sob orientações precisas dos próprios editores italianos. Aqui tenho a sorte de escrever HQs, que geralmente são sempre aprovadas, aliás até hoje por aqui e lá fora, nunca tive um roteiro meu rejeitado, ou pedidos para refazê-lo ou ajustá-lo, são aceitos como eu os ofereço. Isso deve-se muito a experiência que obtive durante os anos que desenhei, ou seja eu visualizo a HQ pronta antes, do roteiro ser escrito, prática essa que só é adquirida com a experiência, acredite. E todos os meus roteiros eu os escrevo em Português e Italiano, abrindo assim maiores oportunidades de publicação. É um trabalho exaustivo sim, porém o faço com muito prazer, tentando sempre dar de mim o melhor e amigo sou um virginiano, portanto sou um detalhista por natureza (risos).

05 – E por que deixar os desenhos em segundo plano e se dedicar aos roteiros? Ainda desenha?

Bem, caro Matheus, foi uma transição, bem normal para mim. Sem nenhum trauma (risos), quando voltei ao Brasil, lecionei por um bom tempo Desenho Artístico, Quadrinhos, Desenho Básico para Publicidade e naquela época, não é como a de hoje, onde existem muitas Editoras, foi quando me interessei por um programa (série), que começou a passar na Rede Globo, a história de Lampião e Maria Bonita, ali  nasceu o meu envolvimento e total dedicação aos roteiros, que sigo até hoje, comecei a pesquisar, gostei muito, aliás o que mais gosto antes de iniciar qualquer roteiro é ler muito sobre o que ele solicita. Mas voltando ao assunto, foi quando acabei publicando como roteirista, o meu primeiro álbum aqui no Brasil: Cangaceiros - Homens de Couro #1, através da editora CLUQ (Clube dos Quadrinhos) daí veio um álbum Western: Gringo o Escolhido, através da Editora Nomad e aí meu amigo, não parei nunca mais. Escrevo diariamente, sábados, domingos e feriados, tornou-se uma rotina em minha vida. Na realidade eu sou um desenhista, todos os dias também enquanto desenho, existe uma conexão muito forte entre esses dois setores, (pelo menos comigo é assim), desenho sim, muito raramente, geralmente para amigos, como foi o caso do site Italiano Dylandogofili, do meu amigo Cristian Fasano, quando me solicitou uma ilustração do personagem Dylan Dog eu a fiz e depois acabou se tornando um pôster, para o aniversário personagem. Ele também me convidou agora recentemente, para escrever o roteiro para o sue fanzine Dylandogofili #0. Fiz também uma ilustração para o site Italiano Diabolik Club, onde desenhei o personagem Diabolik para um fanzine do próprio site. E recentemente está on-line uma HQ minha (texto e desenhos - feita em 1985) no site Progetto Fumetto do também amigo Giorgio Zanetti. Mas o que me realiza atualmente são os roteiros, portanto é o que me dedico mais.

06 – Interessante. Falando do Homens de Couro. Como foi a construção da história. Ela conta a história de infância e desenvolvimento de Virgulino Ferreira, o Lampião. Essa história é totalmente ficcional? Se não, o que há de real nela?

Esse é realmente o objetivo da série, caro Matheus. Narrar os fatos da vida de Lampião o mais real possível, sempre. Não, não é ficcional, tudo o que escrevo sobre esse grande personagem Brasileiro, está baseado em inúmeros livros que adquiri, depoimentos gravados, com o passar dos anos e em profundas pesquisas. Evidentemente você obrigatoriamente, deve inserir, "algo Quadrinhístico" que deixe o leitor de Quadrinhos mais interessado, por tais relatos e queira ver o que acontecerá no próximo número e assim por diante. Mas diria que 90% dos roteiros, são baseados na vida real de Virgulino, Cangaço e Cangaceiros. E como comprovar ou não, o que foi real na vida de um ícone, uma lenda? São mil versões diferentes de vencidos e de vencedores, eu sempre gostei da versão dos vencidos,  pois ela atesta categoricamente, a sua condição mais humana. Nos alerta que devemos sempre lutar, com todas nossas forças, por nossos objetivos; pois o perder ou vencer, é uma simples peça do inexplicável, Jogo da Vida dos Homens. 

07 – Já tem a história da segunda parte pronta? Se sim, quem agora desenhará?

O Cangaceiros - Homens de Couro? Sim e não só o segundo número, que será desenhada pelo grande desenhista nacional Anilton Freires e publicada pela Editora Quadrix Comics Group, de Alex Magnos, em 2011. O terceiro e o quarto também estão já escritos, serão devidamente desenhados e publicados também. Esta é uma série que me dá um imenso prazer em escrevê-la, pois é carregada de uma brasilidade imensa e não só isso, é que a própria história do Cangaço e dos Cangaceiros é simplesmente fenomenal, envolvente, protagonizada por personagens extremamente fortes, numa região onde os fracos não sobreviviam. E isso me fascina e me induz, a pesquisar e escrever cada vez mais, sobre esse tema.

08 – Fale um pouco para nós da parceria com o grande Colonnese...

Bem, como você mesmo disse o "grande Colonnese" eu o conheci, através do amigo Wagner Augusto, jornalista e editor do CLUQ, editora essa a qual publicou o Cangaceiros #1. Em 1992 o Colonnese, foi por mim contratado para desenhar esse álbum inicial. Alguns meses depois o álbum estava totalmente desenhado. E o curioso sobre essa série é que desde a sua ideia original, ela permaneceu inédita por 22 anos, e após executada, mais longos 12 anos, até finalmente a sua devida e merecida publicação em 2004. Paciência é o meu sobrenome, caro Matheus (risos). Lembra-se, de quando eu disse que nunca desisti do que fazia por prazer? Essa série, é a testemunha viva do dito (risos).

09 – Aproveitando o gancho da resposta 05, você escreve diariamente, mas seria HQs, ou escreve textos para outras mídias? Atualmente, vamos dizer, “vive de que”, quadrinhos?

Viver de Quadrinhos, eu? Não, bem como a maioria esmagadora, dos Aristas o qual conhecemos, com certeza. Porém em minha agenda diária sempre reservo algumas horas livres, para dedicar-me exclusivamente aos roteiros de Quadrinhos, além dos sábados, domingos e feriados. Um roteirista, como você  bem sabe, "encontra" ou "descobre" em muitas fontes atuais, temas ótimos para desenvolver um argumento e daí um roteiro, isso acontece comigo sempre. Não sei um nome, uma frese, coisas assim e daí surgem as ideias, as coloco num caderno, faço um esboço das quadrinizações e começo a escrever (que para mim, é uma canseira "braba" daquelas), só me acalmo e descanso depois do roteiro pronto. Será desenhado também pelo grande desenhista nacional Fred Macêdo, um roteiro meu Western com 136 páginas, que penso também publicá-lo em 2011. E muitas outras novidades virão, com certeza. Tanto daqui, como lá de fora.

10 – E sua parceria com o Fred Macêdo, como teve início? O que já fizeram juntos?

É bem curiosa a nossa história. Tempos atrás tinha escrito um roteiro Western e necessitava de um bom desenhista, que gostasse do tema, para ilustrá-lo e publicá-lo. Procurei na Web, aqui e acolá e deparei-me com esse fabuloso Artista que é o amigo Fred. Expliquei o meu roteiro, as chances que tínhamos em publicar, tanto aqui no Brasil, como lá fora na Europa, pesquisamos juntos (sempre trocamos centenas de e-mails, sobre nossas HQs, eu mando para eles algumas imagens interessantes, ele me manda os esboços, as pranchas a lápis) e daí como ele queria publicar algo também sobre o tema, nasceu nossa amizade tanto pessoal quanto profissional, através da nossa primeira HQ em parceria. Inclusive ele  já esteve aqui em São Paulo em minha casa e passamos um dia muito legal, juntos, falando de e sobre HQs. Bem já fizemos em parceria as HQs: Kwi-Uktena (western/horror), Evolution (ficção/horror), O Ceifeiro (western/horror). Ele irá começar Chasco outro western, neste caso será um álbum Spaghetti - Western. E desenvolvemos juntos também o "mascote/logo" para a FNNETWORK, uma emissora de rádio que é televisionada, lá em Gênova/Itália, comandada por dois irmãos e amigos pessoais que tenho por lá: Carlo e Roberto Trapani e continuamos juntos, firmes e fortes, (risos).

11 – Recentemente saiu a no BDJornal, publicação portuguesa sobre quadrinhos, e nela há duas histórias sua. Acha mais fácil ser publicado na Europa que aqui no Brasil? Como é isso?

Bem, atualmente, para mim, está sendo muito mais fácil publicar tanto aqui quanto lá fora, explico: lá fora, publico (e publicarei) tudo o que faço (e farei - já estamos lá desde 2008) na revista Portuguesa BDJornal do reconhecido editor José Machado Dias, pois ele também como autor gosta do meu jeito de escrever e acha minhas HQs interessantes e vendáveis. Publico (e publicarei) algumas HQs também na revista Italiana Walhalla ( publicamos tempos atrás na revista de #9 - Evolution) da Associação Cultural e Artística - ComixComunity, sempre as escolhidas (por mim oferecidas) por seus famosos editores Gianpaolo Bombara e Claudio Sacchi (aliás outra já foi oferecida e aprovada por eles - portanto aguardem novidades). E outras Editoras Italianas, também já abriram suas portas para mim, graças ao meu curriculum Italiano e os roteiros oferecidos. E obviamente, a facilidade que proponho a eles, ao escrever os roteiros em Português e Italiano. Quanto ao Brasil, publico a maioria de nossas produções na Quadrix Comics Group e agora também iniciei uma colaboração com a sua revista A3 Quadrinhos, caro Matheus, o qual também me enche de orgulho e espero que seja uma colaboração de longa data. Ou seja, confirma exatamente o que sempre levo comigo: "Se o roteiro for interessante e os desenhos de alto nível, resultando num trabalho altamente profissional, sempre encontraremos uma Editora, interessada e disposta a nos abrir as portas para os nossos produtos, tanto aqui, quanto lá fora". E seguindo essa linha de raciocínio, está inserido um selo em meus três Blogs em Italiano que diz: "PORTA RISPETTO È ARTE IL FUMETTO" - TENHA RESPEITO, O QUADRINHO É ARTE.  Essa simples frase, reflete com exatidão, o que penso e sempre pensei, dos Quadrinhos e tento levar ao pé da letra essas palavras. E o mais importante, é que levamos não só aqui, mas lá fora também, a criatividade da nossa HQB, seja ela em roteiros ou desenhos e  isso é altamente positivo, não?

12 – Claro! Você tocou em um ponto interessante. Como percebe essa questão do respeito pelas HQs, comparando o público e editores nacionais com os europeus?

Simples, o público Brasileiro é bem mais imediatista, ou seja ele consome revistas vorazmente e as esquece, com a mesma rapidez, tanto dos autores, quanto dos personagens propostos. O público Italiano é mais tradicionalista, compra, guarda e segue seus autores e personagens favoritos, por um longo tempo. Como posso comprovar isso? Pelos inúmeros e-mails que recebo da Europa (Portugal e Itália) falando bem a respeito das HQs que lá publicamos, muitos desses leitores dizem que estão começando a colecionar as revistas das quais participamos e esperam que publiquemos cada vez mais, por lá. Não que recebo menos e-mails de Brasileiros, ao contrário, mas essa diferença existe e é latente, uma questão Cultural, penso eu. Portanto somente com muitas e muitas publicações, com diferentes temas e propostas, faremos com que isso mude. Quanto aos editores, não vejo diferenças gritantes entre eles não. Pelo menos com os quais estou colaborando. A única coisa exigida obviamente, e com todo direito, é a qualidade das HQs propostas, tanto em roteiros, quanto em desenhos. E eu sempre tive a plena liberdade em propor os temas, os quais sempre foram aceitos como são originalmente, e esse é o indicativo maior que estamos (roteirista e desenhistas), trilhando o caminho certo, e é por aí que iremos, em nossas futuras propostas também.

13 – E com relação, em geral, ao mercado de quadrinhos brasileiros. O que acha dos novos autores, do que é publicado pelas editoras de bancas e o a nova onde de materiais para livrarias?

Eu acho ótimo. Essa nova "ondada" de novos autores e editoras é altamente estimulante, para o nosso mercado. Existem tantos roteiristas e desenhistas de alto nível, e isso é excelente principalmente para o mercado interno, claro. Pensemos inicialmente em nosso próprio País, depois lá fora, as publicações de alto nível, acontecem naturalmente, garanto. Em meu caso, claro é um pouco diferente, pois já era conhecido lá fora como desenhista porém, tive que recomeçar tudo novamente, do 0 como roteirista, mostrando muito trabalho, agora é que começo colher os frutos, após uma longa semeadura (risos). Adoro também, quando meus colaboradores surgem com suas propostas gráficas novas. Como disse antes, quanto maior a diversidade de temas, estilos e propostas e publicações, somente fortalecerá a nossa HQB, com certeza. Em relação a distribuição e vendas, quanto mais e diversificada, melhor é, isso os editores já "sacaram" e estão investindo pesado em bancas, livrarias, as vendas próprias on-line, tudo isso somado, somente aumentarão as vendas e nos trará novos horizontes. Caro Matheus, resumindo, penso que a saída para a nossa HQB, seja: o aumento substancial das publicações, pelas grandes editoras, médias editoras ou editoras independentes, em vários formatos ou seja; fanzines, revistas ou álbuns e o mais diversificado possível, em suas propostas. Inútil é acompanhar os "modismos" frequentes também em HQs, pois eles não acrescentam nada a nossa evolução, são coisas efêmeras e vazias. Insistir, persistir ao infinito. Aí sim, criaremos uma nova "casta" de leitores fiéis, as vendas aumentarão, os autores serão remunerados e finalmente a nossa HQB terá o destaque que merece, já a longo tempo, estabelecendo-se para sempre.

14 – O que indica para um novo autor que, como você antes, agora começa do zero? O que ele deve fazer e como se portar?

Bem é reiniciar tudo novamente, com a mesma "garra" de antes; investir em seu novo objetivo, com afinco. Voltamos novamente ao início do nosso gostoso bate-papo, perseverança, meu amigo, caminhar degrau por degrau, trabalhar duro mesmo. Ler muito, estar "antenado" com o mundo, literalmente falando, pesquisar, propor novas alternativas, ousar, enfrentar grandes desafios, ouvir muitos nãos e ir em frente, tentar, retentar, "engavetar" muitas coisas, colocar no papel tantas outras, jogar no lixo um montão de ideias, das quais você não gosta nem aprova. Guardar simples anotações ou rabiscar muito, treinar em todos os sentidos, colocar para fora uma simples emoção, tornar ela "materializada" seja como for, desenhada ou escrita. Conversar com pessoas de mais experiência, seja pessoal ou profissional, ouvir muito, desenvolver aquilo que mais gosta, aprofundar nele, são ser superficial, não ser mais um autor, mas tentar ao máximo ser um ótimo autor, acreditar em si próprio, em suas crenças, no que faz, ou irá fazer. Inventar novas técnicas, colocar de lado outras. Usar e abusar da sua criatividade, ser metódico, seguir rigidamente algumas regras pessoais e profissionais. Fazer tudo o escrito acima, colocando em prática com fanzines. Não ser ansioso, nem imediatista, tudo tem o seu tempo e hora certa para acontecer, principalmente falando da Nona Arte. E o mais importante, possuir um discernimento profundo, de si próprio quanto o que faz, pois nós Artistas sempre sabemos quando um trabalho ficou bom ou não, portanto seja sincero antes de mais nada consigo mesmo.

15 – Isso é importante! Destaca alguns dos novos talentos de hoje?

Bem, posso falar, "puxando bem, a sardinha pro meu lado", como se diz por aí, dos meus atuais colaboradores (Desenhistas), pois conheço de perto os seus trabalhos, os demais não os conheço profissionalmente e seria injusto mencioná-los, por uma questão de sinceridade pessoal, apesar que sei, existam centenas e centenas de novos autores, espalhados por esse nosso imenso Brasil e fora dele. Eu pessoalmente destacaria: Fred Macêdo, Daniel Brandão, Allan Goldman, Anilton Freires, Walber Feijó, Angelo Roncalle, Walter Pax e fora esses Artistas Nacionais, incluiria também os jovens Artistas estrangeiros que são: Walter Rodriguez (Argentino) e Riccardo Nunziati (Italiano). Repito e sublinho esses Aristas Nacionais e Internacionais, são os que trabalham ou já trabalharam comigo, daí a minha escolha comprovada; pessoal e profissional.

16 – Na sua concepção, o leitor de quadrinhos atual, e brasileiro, quer ler o que?

Ótima pergunta, a qual não saberia responder. Isso é o que o leitor brasileiro, diferencia do europeu. Lá por uma gama muito grande de escolhas, o leitor, lê o que mais prefere. Aqui não, não temos escolhas, diversidades; quando é mangá só se produzem mangás, lembra-se quando falei sobre os "modismos"? Ou quando é uma coisa e só aquela coisa, ou senão temos o que? Vazio total. O leitor adulto não criou ainda o hábito de ler Quadrinhos, entende? E isso, tem que ser ensinado desde pequeno. E nossa produção? Ainda não basta, é quase que imperceptível, infelizmente, torno a repetir; temos que publicar mais, fazendo com que o leitor escolha o produto de sua preferência e enquanto isso não acontece, o que vende mesmo são os Quadrinhos importados. 

lunedì 11 gennaio 2021

ARRIBA GRINGO© VOLUME 2!! WILSON VIEIRA!!

 






Fugindo de um passado sangrento. 
Enfrentando a crueldade, o ódio, a vingança e os fantasmas que rondam sua consciência. 
Porém não procura desforras ou redenção e mesmo após estar frente-a-frente com a morte inúmeras vezes, deseja somente e simplesmente sobreviver. 
Acompanhe Gringo©, um cavaleiro solitário, totalmente diferente dos tradicionais heróis do velho-oeste, que estão sempre prontos para enfrentar seus inimigos, respeitando as regras de um jogo leal. 
Gringo rompe com a mesmice do herói idealizado, um verdadeiro romance ao melhor estilo brasileiro.


Com muita ação do início ao fim, cada capítulo do livro conta com histórias fechadas e interligadas, utilizando-se como referência dos excelentes filmes Italianos de faroeste, além de todo conhecimento que o autor, Wilson Vieira, possui sobre a guerra civil estadunidense, o Velho Oeste e seu período histórico. 
Nos presenteando com a realidade bárbara da missão civilizadora do Oeste americano, tudo isso em textos recheados com o verdadeiro e empolgante spaghetti western.


Gringo é uma leitura densa, por isso não espere encontrar o tradicional herói do Faroeste que, normalmente, é um vencedor.

Além do seu trabalho na Sergio Bonelli Editore, Wilson Vieira é um historiador sobre o Oeste Selvagem, e contesta os dramas e o heroísmo exagerado e romantizado no qual comumente é retratado esse período. Negando, tanto o aspecto bárbaro quanto a missão civilizadora, porque suas críticas não podem se radicalizarem na objetividade, entre a Lenda e a Realidade sobre o Velho Oeste Americano e seus personagens, Wilson Vieira não nos apresenta o clássico e idealizado herói do Faroeste Literário que, normalmente, é respeitoso com as mulheres, cortês com os humildes e, sobretudo, é um vencedor.

Oltre al suo lavoro alla Sergio Bonelli Editore, Wilson Vieira è uno storico del selvaggio West, e sfida i drammi e l'eroismo esagerato e romanticizzato in cui questo periodo è comunemente rappresentato. Negando sia l'aspetto barbaro che la missione civilizzatrice, perché le sue critiche non possono essere radicalizzate in oggettività, tra Leggenda e Realtà sul Vecchio West americano e sui suoi personaggi, Wilson Vieira non ci presenta l'eroe classico e idealizzato del Western letterario che lui è normalmente rispettoso delle donne, cortese con gli umili e, soprattutto, vincente; perché lui è GRINGO©.

In addition to his work at Sergio Bonelli Editore, Wilson Vieira is a historian about the Wild West, and challenges the dramas and the exaggerated and romanticized heroism in which this period is commonly portrayed.
Denying both the barbaric aspect and the civilizing mission, because his criticisms cannot be radicalized in objectivity, between Legend and Reality about the American Old West and its characters, Wilson Vieira does not present us with the classic and idealized hero of the Literary Western that he is normally respectful of women, courteous to the humble and, above all, a winner; because he is GRINGO.



"AQUI NÃO EXISTEM HERÓIS"


ARRIBA GRINGO©...VOLUME 2 (DE 4)
CAPA/FRED MACÊDO
TETRALOGIA INÉDITA, EM LITERATURA SPAGHETTI WESTERN
PUBLICADA COM EXCLUSIVIDADE POR RED DRAGON PUBLISHER - EDITOR ALEX MAGNOS

SOU O PRIMEIRO ESCRITOR BRASILEIRO A ESCREVER UMA TETRALOGIA WESTERN EM MEU PAÍS!!
SONO IL PRIMO SCRITTORE BRASILIANO A SCRIVERE UNA TETRALOGIA WESTERN NEL MIO PAESE!!
I AM THE FIRST BRAZILIAN WRITER TO WRITE A WESTERN TETRALOGY IN MY COUNTRY!!

PROJETO/PROPOSTA DA SÉRIE GRINGO©.
LITERATURA SPAGHETTI WESTERN, EM QUATRO VOLUMES.
GRINGO É, O RESULTADO DO MIX EXPLOSIVO, RÚSTICO E VISIONÁRIO SOBRE O TEMA, ENTRE CORMAC McCARTHY, SERGIO LEONE E WILSON VIEIRA!!
"GRINGO É UMA LEITURA DENSA!
O OLD WILD WEST, ESTÁ MUITO BEM REPRESENTADO, NESTES LIVROS, EM TODOS OS SEUS ASPECTOS." 

GRINGO IS, THE RESULT OF THE EXPLOSIVE, RUSTIC AND VISIONARY MIX ON THE THEME, AMONG CORMAC McCARTHY, SERGIO LEONE AND WILSON VIEIRA!!
"GRINGO IS DENSE READING!
OLD WILD WEST, IS VERY WELL REPRESENTED, IN THESE BOOKS, IN ALL ITS ASPECTS." 


LEIAM AS SINOPSES:
GRINGO© – VOLUME II
1 – AMBIÇÃO NEFASTA
O veio de Comstock é uma das jazidas de prata mais rica, das quais foram descobertas.
GRINGO encontra-se lá.
Confronta-se com o bando de Jake Tabor, um grupo de assassinos sádicos, chefiados por um Quaker renegado; com uma fascinante mulher, um grupo feroz de índios Shoshones e estranhamente, com Kango, um gigantesco Africano.
Todos aprendem com o estranho e sombrio cabeludo que; a violência pode ser ouro, mas prata é com certeza total, a morte devastadora.

2 – JOGO IMPLACÁVEL
Em San Francisco, o mestiço é indiciado por um delito e acusado injustamente.
Na prisão, a sua memória recorda um prisioneiro que está na cela ao seu lado.
Quem é ele, de onde o conhece?
Talvez o tivesse encontrado, após a batalha de Shiloh?
Voltando aos sanguinários dias da Guerra de Secessão, a mente de GRINGO, relembra os horrores do famigerado campo de prisioneiros de Andersonville, onde milhares de soldados da União morreram por inanição, doenças e torturas, devido às violências sucumbidas, por seu comandante Henry Wirz.
Essa nova aventura do mestiço cabeludo, é como as demais e conquista a atenção dos leitores, pelo desencadear-se de ações inesperadas e surpresas, onde a máxima esperteza é a ordem do dia; quando o soldado azul combate o soldado cinza; tingindo a terra, todos e tudo, de um intenso vermelho rubro.

3 - TERRA VIOLENTA
Não longe de Los Angeles, GRINGO chega a um pequeno vilarejo.
A construção central é uma casa de jogos, mantida por Rodney Holly.
O comércio ao lado hospeda um fotógrafo, Justin Wood.
O lugar parece ter os requisitos de beleza e tranquilidade, que cada um sonha.
Mas, não é bem assim.
Alguém morre; em silêncio na solidão, ou invés empunhando armas, debaixo do sol abrasador.
Alguém não consegue.
Mas, todavia, ao fim, os sonhos resistem, com muita tenacidade, em Hollywood.
O mestiço é sabedor disso.

4 - AMALDIÇOADOS
Verão de 1863.
A Guerra Civil Americana está em sua plena trajetória aniquiladora.
Um grande assalto ao trem.
Bandidos Chineses e um vilarejo inusitado, habitado somente por mulheres.
GRINGO denuncia-se, por um punhado de dólares.
Aventuras, confusões e sempre ela como a personagem principal da trama; a Morte.
Todos vão para uma cidadela miserável, chamada Wounded Knee.

PROJETO/PROPOSTA DA SÉRIE GRINGO©. 

LITERATURA SPAGHETTI WESTERN, EM QUATRO VOLUMES. 

Romancistas e Criadores de mitos escreveram sob as formas; episódicas e excêntricas, dramáticas e heroicas, dando vida àquela imagem superficial de um Oeste Selvagem, que fascina gerações no mundo inteiro.
Nós historiadores contestamos os dramas, e o heroísmo exagerados, negando, tanto o aspecto bárbaro quanto a missão civilizadora, porque suas críticas não podem se radicalizarem na objetividade, entre a Lenda e a Realidade sobre o Velho Oeste Americano e seus personagens.
Atualmente esta busca, de retornar aos tempos da História dos pioneiros e as origens econômicas e sociais dos Estados Unidos da América, ainda permanecem como objeto de inúmeros e infindáveis estudos.
Mas, a conquista do Velho Oeste foi, antes de tudo, uma obra de imigrantes pobres, inegavelmente.
Lá não importava a condição social, nem os títulos de nobreza; cada um contava com as próprias capacidades de sobrevivência, no miserável e realista dia-a-dia.
GRINGO© é uma dessas inúmeras divagações, sobre o empolgante e fascinante tema, que permanece ainda hoje, inesgotável e misterioso; o Western, em Literatura.
Começa aqui uma ventura, descrita realisticamente; numa época selvagem, onde a lei era simplesmente uma palavra insignificante e na terra bruta, onde a arma tornava-se, a única justiça possível. 
O clássico e idealizado herói do Faroeste em Literatura, normalmente é; respeitoso com as mulheres, cortês com os humildes, hábil e preparado para combater seus inimigos, sempre respeitando as regras de um jogo leal e, sobretudo, é um vencedor. 
GRINGO não; simplesmente porque eu não escrevo, para criar heróis; na verdade, bem longe disso. 
Ele não é, absolutamente, este tipo de personagem estereotipado, principalmente quando encontra, o seu irmão, brutalmente assassinado.
Saído das cinzas da famigerada e sanguinária Guerra de Secessão, este sobrevivente Unionista, traz consigo, as marcas de um passado sangrento. 
Inicie a desvendar, a sua verdadeira e complexa personalidade, através desta série original e única. 
Sim caro leitor, o Velho Oeste voltou, para ser lido, em quatro volumes sensacionais.
GRINGO© é uma leitura ágil, vibrante, tendo muita ação do início ao fim, a cada capítulo, com estórias fechadas e interligadas, transferindo e materializando, os excelentes filmes Italianos em textos, com o verdadeiro e empolgante tema mundial; o SPAGHETTI WESTERN.
GRINGO© durante suas aventuras relembra também, as terríveis batalhas nas quais participou e que dividiu o País, matando milhares de homens, como ele. 
GRINGO é a verdadeira imagem do homem do Oeste pós-guerra, tentando sobrepujar a violência, o ódio e a vingança. 
A morte o rejeitou, mas ainda pode levá-lo a qualquer momento. 
Acompanhe GRINGO, em sua solitária e incessante cavalgada, neste ambiente hostil, enquanto ele está vivo!
Um verdadeiro spaghetti western brasileiro, em livros. 
Um mestiço sem nome...arriba...GRINGO!!



FLASH...FLASH...THE GRINGO TETRALOGY IS ALREADY BEING SOLD IN EUROPE AND JAPAN IN THE ORIGINAL PORTUGUESE VERSION!!
FLASH...FLASH...LA TETRALOGIA DEL GRINGO È GIÀ IN VENDITA IN EUROPA E GIAPPONE NELLA VERSIONE ORIGINALE PORTOGHESE!!
NOTÍCIA RÁPIDA...A TETRALOGIA GRINGO JÁ ESTÁ SENDO VENDIDA NA EUROPA E NO JAPÃO NA VERSÃO ORIGINAL EM PORTUGUÊS!!







RECIPE FOR WESTERN SPAGHETTI ALLA VIEIRA
Wilson Vieira has saved and brought in his personal baggage, returning to his country, Brazil, after seven years spent in Italy to study and work in the IF staff of Gianni Bono, also a well-selected culinary creativity, and some other stimulating habit, intriguing and unforgettable acquired in the crowded Italian cinemas, of which he was an attentive, assiduous and enthusiastic visitor, in the 70s. 
He did it by writing in detail every single essential condiment, as well as putting on paper the different proposals of western foods on celluloid served at that time. 
This is his true personal interest - unparalleled, deep, attractive, tasty, juicy and intoxicating - for Spaghetti Westerns, whose original and unique recipe was created by an Italian duo of exceptional Masterchefs: Sergio Leone and Ennio Morricone. 
A recipe that Wilson has carefully preserved, even with the passage of time and volatile fashions on some essential ingredients. 
After waiting for decades with patience for the exact time, after an intense leavening and maturation, Vieira offers its numerous and loyal customers, in a banquet, this delicious dish, which stands out for its high aroma and excellent flavor. and above all for its surprising content, without equal. 
Eat with real pleasure, reader, this magnificent alchemy; "Gringo" Brazilian literary food, which will now be finally and ceremoniously in an exceptional, unprecedented and unique menu, in four different volumes full of vitamins. 
For the paper version, therefore, or reader, inquire on the site and enjoy the dish when and how you want, this famous and unique homemade pasta (a tropical house!) Is served at your home. 
"GRINGO" is the dish baked following the best Italian recipes, accompanying it with my excellent and abundant Brazilian sauce, in order to be able to offer a truly unprecedented dish, for the full enjoyment of my countless and hungry customers. 
Enjoy your meal and serve yourself at ease, reader, with the BANG! BANG! Italian style. 
After the comic, now there is also the narrative.  
GRINGO is a dense read! The Old Wild West is very well represented in this book in all its aspects.



FOR WILSON VIEIRA - CREATOR - GRINGO - VISUAL ART - BY: A. K. S. P. - KAWI


FOR WILSON VIEIRA - CREATOR - GRINGO - VISUAL ART - BY: A. K. S. P. - KAWI










mercoledì 19 agosto 2020

LA STORIA DEL WEST© - SAGGI - WILSON VIEIRA - DIME WEB QUADERNI BONELLIANI - ITALIA

 



FOR WILSON VIEIRA...
CREATOR: THE STORY OF THE WEST
VISUAL ART - BY: STUDIO KAWI - BRAZIL

PARA WILSON VIEIRA...
CRIADOR: A HISTÓRIA DO OESTE
ARTE VISUAL - POR: STUDIO KAWI - BRASIL

PER WILSON VIEIRA...
CREATORE: LA STORIA DEL WEST
ARTE VISIVA DI: STUDIO KAWI - BRASILE

La Storia del West by Vieira

Historian, writer, cartoonist, the Brazilian Wilson Vieira has been a friend and collaborator of "Dime Web" from the beginning with his invaluable articles on the History of the West.
Every aspect of the Frontier, every character, every people of that extraordinary season, of that incredible epic is gutted by him.
Follow us on this fantastic ride back in time!
Enjoy the reading!!

O Dime Web (also known as Quaderni Bonelliani) is an important Italian portal Dime Web - Quaderni Bonelliani dedicated to western genre paintings, with a special focus on the publications by editor Sergio Bonelli.
Brazilian illustrator and writer Wilson Vieira has been collaborating monthly with this site since 2013.
He is responsible for writing detailed and in-depth insights into "History of the West" (A História do Oeste Americano), exploring personalities, biography, data and historical contexts based on narratives.
Storico, scrittore, fumettista, ll brasiliano Wilson Vieira è stato fin dall'inizio amico e collaboratore di "Dime Web" con i suoi preziosissimi articoli di Storia del West. 
Ogni aspetto della Frontiera, ogni personaggio, ogni popolo di quella straordinaria stagione, di quella incredibile epopea viene da lui sviscerato. 
Seguiteci in questa fantastica galoppata indietro nel tempo!
Buona lettura!!


La Storia del West by Wilson Vieira

Parte I - Buffalo Bill

Parte II - La corsa all'oro
Parte III - La schiavitù
Parte IV - Jesse James
Parte V - Gli Indiani 
Parte VI - Le donne
Parte VII - Gli Apache 
Parte VIII - Il cowboy
Parte IX - La Legge
Parte X - La Guerra Civile e Lincoln
Parte XI - I Sioux
Parte XII - Il banditismo
Parte XIII - I trapper
Parte XIV - Wyatt Earp e l'O.K.Corral
Parte XV - Le Guerre Indiane (01): Adobe Walls 
Parte XVI - Le Guerre Indiane (02): Little Big Horn
Parte XVII - Le Guerre Indiane (03): i Modoc 
Parte XVIII - Le Guerre Indiane (04): il Caso Fetterman, Wagon Box e Hayfield 
Parte XIX - Le Guerre Indiane (05):  King Philip, il Nord Ovest, Black Hawk
Parte XX - Le Guerre Indiane (06): i Creek, i Seminole, il Massacro Grattan 
Parte XXI - Le Guerre Indiane (07): la costa del Pacifico, il Minnesota, Apache Pass
Parte XXII - Le Guerre Indiane (08): Sand Creek, Beecher's Island, Washita River, il Massacro Yavapai
Parte XXIII - Le Guerre Indiane (09): Black Hills, Comanche e Kiowa, Sioux, Rosebud 
Parte XXIV - Le Guerre Indiane (10): Chief Joseph, la Marcia dei Cheyenne, Wounded Knee, gli ultimi scontri
Parte XXV - Le ferrovie
Parte XXVI - Le mandrie e i cowboy 
Parte XXVII - Il cavallo 
Parte XXVIII - William C. Quantrill 
Parte XXIX - I Texas Rangers
Parte XXX - Le due Virginia City 
Parte XXXI - La sella
Parte XXXII - Jim Bowie
Parte XXXIII - Medici e medicina 
Parte XXXIV - I dati sulle Guerre Indiane 
Parte XXXV - I mezzi di trasporto su ruote
Parte XXXVI - La vita amorosa 
Parte XXXVII - Le superstizioni
Parte XXXVIII - Mary Jane Luster
Parte XXXIX - I bovini e i "Re dei Bovini"
Parte XL - Chris Slaughter, il Re dei Bovini
Parte XLI - I primi Americani 
Parte XLII - Texas Jack e Tom Horn
Parte XLIII - Alamo!
Parte XLIV - Abilene!
Parte XLV - Deadwood!
Parte XLVI - Il Giudice Bean e altri giudici del West
Parte XLVII - I Sioux e il massacro di New Ulm
Parte XLVIII - Robert Clay Allison
Parte XLIX - La Conquista del West
Parte L - I Pistoleros
Parte LI - Le armi nel West
Parte LII - Il Mucchio Selvaggio
Parte LIII - La rivolta del Pueblo Bonito
Parte LIV - La guerra della Contea di Johnson
Parte LV - Pony Express!
Parte LVI - I Mormoni
Parte LVII - Il cuoio
Parte LVIII - I Neri del West
Parte LIX - I cannibali del West
Parte LX - I serial killer del West
Parte LXI - Hugh Glass, celebre trapper
Parte LXII - Il complotto contro Lincoln
Parte LXIII - Le sparatorie e i bordelli di "Hell Paso"
Parte LXIV - Sam Bass, il Robin Hood del West
Parte LXV - Tom "Bear River" Smith e Abilene
Parte LXVI - Seth Bullock
Parte LXVII - "Bloody Bill" Preston Longley
Parte LXVIII - Newton Knight
Parte LXIX - Apache Kid
Parte LXX - John Henry Selman
Parte LXXI - "Dirty Dave"
Parte LXXII - "Brazen Bill"
Parte LXXIII - "Jesse James"
Parte LXXIV - "Rufus Buck e il giudice Parker"
Parte LXXV - "La Banda degli Innocenti"
Parte LXXVI - "Bat Masterson"

NOTA SUI COLLABORATORI

Fra i collaboratori che non hanno ancora scritto alcun intervento, ma che ci hanno dato dato il loro sostegno, ricordiamo Roberto Mannelli di Mondi Paralleli e Luca Squllante ; precisiamo inoltre che Burattini, Prisco e Vieira figurano non solo nell'elenco dei collaboratori di Dime Web, bensì nella "nuvola" dedicata alle serie, ai personaggi e agli autori - in qualità di artisti bonelliani; ricordiamo poi che Kant (fumetti) e Cantucci (articoli) sono la stessa persona; sul fronte "jacovittesco" abbiamo ricevuto incoraggiamento e consigli da Ned Bajalica ed Edgardo Colabelli; infine un grande appoggio ci hanno dato e ci danno, dal 2012, Alberto Becattini, Luca Boschi, Leonardo Gori e altri amici e autori bonelliani dei nostri "anni ruggenti"! 
a cura della Redazione
(s.c. & f.m.)


                                       

Wilson Vieira, classe 1949. Disegnatore e sceneggiatore brasiliano, soggiorna in Italia dal 1973/1980. 
Studia presso l'istituto d'arte Lorenzo de Medici a Firenze, si forma professionalmente presso lo Staff di IF a Genova (gruppo di autori di fumetti creato da Gianni Bono). 
Ha lavorato per la SBE, ha disegnato Il Piccolo Ranger. Diabolik, Tarzan e L'Uomo Ragno (Octopus sfida L'Uomo Ragno). 
Realizza alcuni episodi di Furia tradotti in Francia per la collana Eclair. 
Disegna per Il Monello (Qui Commissario Norton) e L'Intrepido (Paris Jour). 
Tra il 1978 e il 1980, collabora con la casa editrice Epierre, con alcuni lavori destinati a riviste: Kiwi, Amok e Pecos Bill. 
In Brasile, nel 1981, diventa docente di Disegno Artistico. 
Hanno parlato di lui: l'Almannaco Tex edizione 1994, nel allegato Foto di Famiglia (disegnatore Bonelliano), la Guida al Fumetto Italiano/1994. 
Il Dictionnaire Encyclopédique des Héros et Auteurs de BD - France - tome 2 - 1999. Il fumetto Mister No #355 - dicembre/2004. 
La rivista Prismarte #23 luglio/2005. 
La riedizione Mister No # 2 - Edizioni IF giugno/2007. 
Guida Bonelli - Tutte le edizioni straniere - Italia - 2009. 
Adesso è sceneggiatore di fumetti e traduttore, è l'autore della saga Brasiliana CANGACEIROS - UOMINI DI CUOIO e della serie western GRINGO. 
Ha tradotto per Ken Parker. 
Ha fatto nel 2006 una illustrazione (tecnica mista) di Dylan Dog per la Mostra Dylan Dog a Novi Ligure - sito DylanDogofili. 
Nel 2006 ha fatto una illustrazione di Diabolik per il sito Italiano Diabolik Club (La Gazzetta di Clerville #32). 
Nel 2007 ha incominciato scrivere una serie di fumetti (webcomics) per essere pubblicati on line sul sito Progetto Fumetto, con il disegnatore Fred Macedo: Kwi-Uktena (Pubblicazione cartacea - Prismarte # 45 - Speciale Horror), Evolution, Il Mietitore. 
Pubblica in 2008 sulla rivista La Bouche du Monde #10 (Francia) la storia Belve disegnata da Alberto Pessoa. 
Crea assieme a Fred Macedo il logo/mascotte per la FNNetwork - TVRadiostation emittente radiotelevisiva di Genova. 
Ha realizzato adattamenti a fumetti (ancora inediti) per gli scrittori: E. A. Poe (Una storia dettata dal cuore - Una botte di vino pregiato - La rovina della casa degli Usher - La maschera della morte rossa - Berenice), A. Bierce (Accade sul ponte di Owln Creek - La morte di Halpin Frayser - Quella cosa maledetta), B. Stoker (La casa del giudice - Jonathan Harker (L'ospite di Dracula), H. P. Lovecraft (Il giorno di Nahum Wentworth), W. Irving (L'avventura dello studente di Germania). 
Scrivi la biografia di Buffalo Bill per il sito Spaghetti Western - Database del Western Italiano. 
Pubblica in Argentina - sulla rivista di fumetti Con Hache #1 - la storia Kwi-Uktena con disegni di Fred Macedo, suo compagno di lavori. 
Pubblica in Portogallo - sulle riviste BDJornal #23 e #24 (Festivale Internazionale di Fumetti di Amadora - FBDI - Portogallo) le storie Evolution e Kwi-Uktena disegnate da Fred Macedo. 
Menzionato nell'editoriale scritto nel 2009 da Sergio Bonelli di nuova ristampa Tex #223. Pubblica in Italia - sito/Ebook Professor Rantolo #56 la storia - Un uomo d'affari. 
Ha pubblicato nel 2009 sulle riviste brasiliane Quadrix #1 (Kwi-Uktena e Evolution), TexBR #1 (Il Mietitore) tutti questi fumetti disegnati da Fred Macedo. 
Pubblica nel 2010 sulla Quadrix #2, il fumetto (Censurato), disegnato da Aloisio de Castro. 
Inizia a scivere per il Blog di Tex Willer (Portogallo) dall'amico Jose Carlos Francisco (Zeca) l'Alfabeto del Vecchio West. 
2010 - Menzionato sul libro-catalogo l'Audace Bonelli - Italia. Pubblica sulla rivista Walhalla #9 (Italia), il fumetto Evolution. 
Pubblica sulla rivista BDjornal #25 (Portogallo), i fumetti - Il Mietitore (Disegni di Fred Macedo) e Coulrophobia (Disegni di Allan Goldman). 
Pubblica il fumetto - L'Albergo Maledetto - sulla fanzine DylanDogofili #0, disegnato da Riccardo Nunziati. 
Pubblica il fumetto - Il Mietitore - sulla rivista Quadrix Comics #3. 
Pubblica il fumetto - Luna Contadina - disegnato da Angelo Roncalle sulla rivista BDJornal #26 di Portogallo... 








LA STORIA DEL WEST© - ITALIA - DI WILSON VIEIRA

 Wilson Vieira è un noto fumettista, disegnatore e scrittore brasiliano che collabora attivamente dal 2013 con il sito e blog italiano DIME ...